Dois funcionários de uma empresa de materiais elétricos estão sendo investigados pela Polícia Civil sob suspeita de envolvimento em um esquema de fraude que teria desviado cerca de R$ 3,9 milhões. Na terça-feira (17), mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Salvador, resultando na apreensão de diversos itens.
Segundo informações obtidas pelo Oeste em Alerta, o esquema teria sido operado ao longo de aproximadamente cinco anos, entre 2019 e 2024, período em que os valores desviados foram identificados por meio de auditoria interna e análise financeira detalhada.
Entre os investigados está uma mulher que trabalhava diretamente no caixa da empresa. Ela utilizava seu acesso ao sistema de pagamentos para executar as fraudes. A atuação do segundo envolvido não foi detalhada pelas autoridades.
O funcionamento do esquema era baseado em enganar os próprios clientes da empresa. Durante as compras, os consumidores acreditavam estar realizando o pagamento normalmente, mas os valores eram desviados para contas de terceiros, incluindo familiares dos suspeitos.
Para viabilizar a fraude, eram utilizadas maquininhas de cartão não vinculadas à empresa. Além disso, os investigados criaram uma empresa com nome semelhante ao da original, estratégia usada para confundir ainda mais as vítimas e dar aparência de legalidade às transações.
Parte do dinheiro desviado foi distribuída em diversas contas bancárias, enquanto outra parcela foi utilizada na aquisição de bens. Durante a operação policial, realizada nos bairros do Uruguai e Jardim das Margaridas, foram apreendidos uma caminhonete de luxo, três celulares e um notebook.
A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de bens dos investigados, embora os valores retidos não tenham sido divulgados até o momento.
Os suspeitos respondem por uma série de crimes, incluindo fraude, furto qualificado mediante fraude, abuso de confiança, estelionato e lavagem de dinheiro. De acordo com a Polícia Civil, a caracterização de lavagem de dinheiro se dá pela tentativa de ocultar a origem ilícita dos recursos por meio da distribuição em diferentes contas.
As investigações seguem em andamento para apurar a extensão total do esquema e identificar possíveis outros envolvidos.
Redação: Oeste em Alerta
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