quinta-feira , 9 julho 2026

Prefeito é investigado por suspeita de esquema milionário com empresas fantasmas

Denúncia aponta contrato de cerca de R$ 15 milhões, possível uso de empresa de fachada e ligação com familiares do gestor

Uma nova investigação envolvendo a gestão pública em Correntina, no oeste da Bahia, está causando forte repercussão e levantando questionamentos sobre a aplicação do dinheiro público. O prefeito Walter Mariano Messias de Souza está sendo investigado por suspeita de participação em um possível esquema de corrupção que envolve contratos milionários e o suposto uso de empresas fantasmas.

A denúncia, que já está sendo analisada pelo Ministério Público do Estado da Bahia, aponta que a prefeitura teria firmado um contrato de aproximadamente R$ 15 milhões para fornecimento de materiais de construção, elétricos, hidráulicos e serviços de manutenção predial e iluminação pública.

O contrato teria sido firmado com a empresa Goluz Indústria e Comércio de Materiais Elétricos Ltda., porém um detalhe chamou atenção dos investigadores: o endereço da empresa não apresentaria qualquer estrutura empresarial, levantando a suspeita de que se trate de uma possível empresa de fachada.

Outro ponto considerado grave na denúncia é o mecanismo utilizado para viabilizar o contrato. Segundo as informações levantadas, o município teria aderido a uma Ata de Registro de Preços de outro estado, prática conhecida como “carona em licitação”.

O problema é que a ata citada não teria sido localizada nos registros oficiais, o que levanta a suspeita de que o procedimento pode ter sido utilizado apenas para dar aparência de legalidade à contratação.

As denúncias também apontam que pessoas ligadas à empresa poderiam ter vínculos familiares com o prefeito, o que, se confirmado, caracterizaria possível conflito de interesses e favorecimento dentro da administração pública.

Esse não seria o único ponto de atenção envolvendo a gestão municipal. Em outra apuração, o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia analisou a compra de combustível realizada pela prefeitura, que teria ultrapassado 1 milhão de litros, volume considerado extremamente elevado para a realidade da frota municipal.

Em nota, a prefeitura afirma que as acusações têm motivação política e garante que todos os contratos realizados pela administração seguem os princípios da legalidade e da transparência.

Enquanto isso, a população aguarda respostas. Afinal, quando surgem suspeitas envolvendo milhões de reais em recursos públicos, a sociedade cobra algo simples e fundamental: transparência e verdade.

Oeste em Alerta continuará acompanhando o caso e trazendo novas informações sobre as investigações.

Redação: Oeste em Alerta

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