O influenciador baiano Diogo Santos de Almeida, conhecido como Diogo 305, está entre os investigados de uma operação da Polícia Federal que atingiu também nomes conhecidos do meio digital e do entretenimento, como o criador da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira, além dos cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. A ação foi deflagrada nesta quarta-feira (15) e apura um esquema criminoso envolvendo lavagem de dinheiro e movimentações ilegais que ultrapassam R$ 1,6 bilhão.
Segundo informações obtidas pelo Oeste em Alerta, Diogo é um dos 39 investigados por suposta participação na organização criminosa e possui mandado de prisão em aberto. A Polícia Civil foi acionada para confirmar o cumprimento da ordem judicial, mas não houve retorno até o momento.
Em março deste ano, o influenciador havia sido colocado em liberdade após decisão da Justiça, depois de ser preso em fevereiro durante a “Operação Falsas Promessas 3”, que investigava um esquema de rifas ilegais e lavagem de dinheiro pela internet.
Na ocasião, um camarote pertencente ao influenciador no Carnaval de Salvador foi interditado. As investigações apontaram indícios de que o espaço teria sido utilizado para ocultação e dissimulação de recursos oriundos de atividades ilícitas.
A liberdade anterior foi concedida pela Justiça após decisão da juíza Martha Carneiro Terrin Figueirêdo, da 3ª Vara das Garantias de Salvador, que apontou excesso de prazo na manutenção da prisão preventiva.
As apurações tiveram início em 2024 e identificaram movimentações financeiras suspeitas envolvendo traficantes de diferentes estados e influenciadores digitais ligados à promoção de rifas nas redes sociais. Entre os investigados está Diogo 305, apontado como proprietário do camarote posteriormente lacrado.
Em 2025, os investigadores identificaram a aquisição de uma aeronave avaliada em mais de R$ 12 milhões, comprada por Diogo e outro investigado, o que reforçou as suspeitas sobre a origem dos recursos movimentados.
De acordo com a polícia, o esquema operava com rifas de valores extremamente baixos, algumas chegando a centavos, oferecendo prêmios como carros de luxo, cavalos e itens de alto valor. A estratégia, segundo os investigadores, dificultava o rastreamento dos recursos e poderia estar ligada ao financiamento de organizações criminosas.
A investigação também aponta incompatibilidade entre o padrão de vida ostentado pelo influenciador e sua renda declarada. Diogo reside em um condomínio de alto padrão em Salvador e exibe veículos de luxo, incluindo uma Lamborghini avaliada em mais de R$ 4 milhões. Durante as ações policiais, cerca de dez veículos foram apreendidos em sua residência.
No total, a operação bloqueou aproximadamente R$ 230 milhões e apreendeu aeronaves utilizadas, segundo a polícia, para facilitar a movimentação e ocultação de patrimônio.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em cidades da Bahia e de São Paulo, incluindo Salvador, Camaçari, Feira de Santana, São Bernardo do Campo e a capital paulista.
As investigações seguem em andamento, com aprofundamento das conexões financeiras do grupo, que, segundo a Polícia Federal, utilizava empresas de fachada e intermediadoras de pagamento para movimentar valores incompatíveis com atividades legais.
Redação: Oeste em Alerta
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