A inflação na Região Metropolitana de Salvador (RMS) acelerou para 1,47% em março, o maior índice entre todas as regiões pesquisadas no país, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
O resultado, medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mais que triplicou em relação a fevereiro (0,40%) e ficou acima da média nacional (0,88%). Também é o maior patamar registrado desde março de 2022.
A alta foi fortemente impulsionada pelo grupo de transportes, que subiu 4,79% — o maior aumento em mais de 20 anos. Dentro desse grupo, a gasolina teve alta de 17,37%, o maior reajuste em três décadas, enquanto o diesel avançou 23,83%.
Outro impacto relevante veio dos alimentos e bebidas, que subiram 2,26%, com destaque para produtos consumidos em casa. Itens como batata-inglesa (55,15%) e tomate (49,25%) lideraram as altas entre os alimentos.
Apesar da forte pressão inflacionária, alguns grupos ajudaram a conter o índice, como vestuário (-0,41%) e habitação (-0,30%), com destaque para quedas em produtos como roupas e energia elétrica.
Também houve redução nos preços de hospedagem (-5,57%) e transporte por aplicativo (-5,95%), o que ajudou a evitar uma alta ainda maior.
No acumulado do primeiro trimestre de 2026, a inflação da RMS já soma 2,39%, também a maior do país no período, acima da média nacional de 1,92%.
Segundo o Oeste em Alerta, o cenário reflete uma forte pressão no custo de vida da população, principalmente nos itens essenciais como combustíveis e alimentos.
Redação: Oeste em Alerta
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