O Tribunal de Justiça da Bahia determinou a soltura de Joneuma Silva Neres, ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis. O alvará foi entregue na unidade na segunda-feira (16), e a previsão é que ela deixe o presídio acompanhada da filha nesta terça-feira (17).
Joneuma é acusada de facilitar a fuga de 16 detentos da unidade, ocorrida em dezembro de 2024, quando homens armados invadiram o presídio. Dois fugitivos morreram em confronto com policiais, um foi recapturado, e 13 seguem foragidos. O objetivo da ação seria libertar Ednaldo Pereira Souza, o “Dadá”, apontado como chefe da facção criminosa Primeiro Comando de Eunápolis (PCE).
Segundo a investigação, a ex-diretora teria permitido regalias dentro do presídio, incluindo entrada irregular de objetos, e mantido contato íntimo com Dadá, com encontros frequentes dentro da unidade. Depoimentos indicam que ferramentas usadas pelos presos para abrir o teto da cela foram guardadas por Joneuma antes da fuga.
A ação e os desdobramentos geraram ainda ataques contra funcionários do presídio, incluindo um atentado a tiros contra o motorista da unidade em maio de 2025.
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) denunciou Joneuma, o ex-coordenador de segurança Wellington Oliveira Santos, Dadá e outros fugitivos, detalhando envolvimento direto da ex-diretora na logística da fuga.
Quando foi presa, em janeiro deste ano, Joneuma estava grávida. O bebê nasceu prematuro e permanece com ela no Conjunto Penal de Itabuna.
O Oeste em Alerta seguirá acompanhando o caso e os desdobramentos das investigações sobre a fuga e a atuação da facção dentro do presídio.
Redação: Oeste em Alerta
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