quinta-feira , 9 julho 2026

Advogada conhecida como “Rainha do Sul” tem registro na OAB suspenso e segue presa em operação contra facção na Bahia

Poliane França Gomes, conhecida como a “Rainha do Sul” e apontada como advogada ligada a uma facção criminosa na Bahia, teve o registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspenso. Ela está entre as 14 pessoas presas desde novembro do ano passado durante uma operação policial.

Em janeiro deste ano, a Polícia Civil concluiu o inquérito e solicitou ao Ministério Público da Bahia que os investigados permanecessem presos. O órgão acatou o pedido e apresentou denúncia à Justiça.

Em nota, a OAB-BA informou que o Tribunal de Ética e Disciplina (TED) não pode se manifestar sobre processos disciplinares que tramitam sob sigilo, até decisão final.

As investigações indicam que Poliane mantinha relacionamento íntimo com um líder da facção, atualmente custodiado no Presídio de Segurança Máxima de Serrinha, no interior da Bahia. Segundo a polícia, desde 2013 ela atuava na articulação interna e externa do grupo.

De acordo com a Polícia Civil, a advogada teria função estratégica dentro da organização, sendo responsável por transmitir ordens, reorganizar territórios, intermediar cobranças e facilitar a comunicação entre lideranças presas e membros em liberdade.

Informações apuradas pela TV Bahia apontam que o chefe da facção com quem ela se relacionava é Leandro de Conceição Santos Fonseca, conhecido como “Shantaram”.

Durante o cumprimento do mandado de prisão, foram apreendidos objetos de alto valor, incluindo um colar com iniciais “RS” cravejadas em diamantes e a inscrição “Querido”, além de outro colar com a imagem de um leão e a frase: “muitos nasceram para viver na selva e eu para ser o rei com minha rainha”.

Na residência da investigada também foram encontrados R$ 190 mil em espécie e uma máquina de contar dinheiro.

Ao todo, a operação cumpriu 14 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão nos estados da Bahia, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Três dos alvos já estavam presos no momento do cumprimento das ordens judiciais.

Na Bahia, os investigados incluem responsáveis pela contabilidade do tráfico, gerentes territoriais que atuavam em cidades como Feira de Santana, Lauro de Freitas, Camaçari e Salvador, além de operadores envolvidos no transporte, armazenamento e distribuição de drogas e armas.

Durante a operação, foram apreendidos cerca de R$ 1 milhão em joias, e a Justiça determinou o bloqueio de R$ 100 milhões em contas bancárias. O grupo também foi impedido de utilizar bens avaliados em aproximadamente R$ 1 milhão, incluindo veículos, uma moto aquática, um haras com cavalos de raça e uma usina de energia solar.

As investigações seguem em andamento.

Redação: Oeste em Alerta

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