quinta-feira , 9 julho 2026

Condenado pela morte de Mãe Bernadete morre em confronto com a PM horas após sentença de quase 30 anos

Um dos condenados pelo assassinato da ialorixá e líder quilombola Mãe Bernadete morreu durante confronto com policiais militares na madrugada desta quinta-feira (16), na zona rural de Catu, na Região Metropolitana de Salvador.

Marílio dos Santos, conhecido como “Maquinista”, era apontado como mandante do crime e estava foragido da Justiça. Ele havia sido condenado na última terça-feira (14) a 29 anos e 9 meses de prisão.

Segundo as investigações, Marílio era apontado como chefe do tráfico de drogas na região e teria ordenado a execução de Mãe Bernadete por causa da resistência dela às ações criminosas do grupo.

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia informou que a morte aconteceu durante uma operação para cumprimento do mandado de prisão. Com ele, os policiais apreenderam arma de fogo e munições.

Marílio integrava o “Ás de Ouros” do Baralho do Crime, lista oficial dos foragidos mais procurados do estado da Bahia.

Apontado como executor do assassinato, Arielson da Conceição dos Santos também foi julgado e condenado à mesma pena: 29 anos e 9 meses de prisão.

De acordo com o Tribunal de Justiça da Bahia, ambos foram condenados por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e uso de arma de uso restrito. Arielson também respondeu por roubo.

O assassinato aconteceu em agosto de 2023, no quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho.

Mãe Bernadete estava dentro da própria residência com três netos quando dois homens encapuzados invadiram o imóvel, retiraram os familiares da sala e efetuaram 25 disparos contra a líder quilombola.

A investigação concluiu que o crime foi ordenado por integrantes do tráfico local. Ao todo, seis homens foram identificados como envolvidos, mas apenas dois foram julgados até o momento.

Em 2025, familiares da líder religiosa moveram ação indenizatória contra a União e o Governo da Bahia, alegando falhas na proteção oferecida à vítima.

Na época do crime, Mãe Bernadete estava sob escolta da Polícia Militar por meio de programa de proteção ligado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia.

Neste ano, a Procuradoria Geral do Estado informou que os pagamentos indenizatórios aos familiares foram concluídos, mas os valores permanecem sob sigilo.

Redação: Oeste em Alerta

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