Um dos condenados pelo assassinato da ialorixá e líder quilombola Mãe Bernadete morreu durante confronto com policiais militares na madrugada desta quinta-feira (16), na zona rural de Catu, na Região Metropolitana de Salvador.
Marílio dos Santos, conhecido como “Maquinista”, era apontado como mandante do crime e estava foragido da Justiça. Ele havia sido condenado na última terça-feira (14) a 29 anos e 9 meses de prisão.
Segundo as investigações, Marílio era apontado como chefe do tráfico de drogas na região e teria ordenado a execução de Mãe Bernadete por causa da resistência dela às ações criminosas do grupo.
A Secretaria de Segurança Pública da Bahia informou que a morte aconteceu durante uma operação para cumprimento do mandado de prisão. Com ele, os policiais apreenderam arma de fogo e munições.
Marílio integrava o “Ás de Ouros” do Baralho do Crime, lista oficial dos foragidos mais procurados do estado da Bahia.
Apontado como executor do assassinato, Arielson da Conceição dos Santos também foi julgado e condenado à mesma pena: 29 anos e 9 meses de prisão.
De acordo com o Tribunal de Justiça da Bahia, ambos foram condenados por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e uso de arma de uso restrito. Arielson também respondeu por roubo.
O assassinato aconteceu em agosto de 2023, no quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho.
Mãe Bernadete estava dentro da própria residência com três netos quando dois homens encapuzados invadiram o imóvel, retiraram os familiares da sala e efetuaram 25 disparos contra a líder quilombola.
A investigação concluiu que o crime foi ordenado por integrantes do tráfico local. Ao todo, seis homens foram identificados como envolvidos, mas apenas dois foram julgados até o momento.
Em 2025, familiares da líder religiosa moveram ação indenizatória contra a União e o Governo da Bahia, alegando falhas na proteção oferecida à vítima.
Na época do crime, Mãe Bernadete estava sob escolta da Polícia Militar por meio de programa de proteção ligado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia.
Neste ano, a Procuradoria Geral do Estado informou que os pagamentos indenizatórios aos familiares foram concluídos, mas os valores permanecem sob sigilo.
Redação: Oeste em Alerta
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