quinta-feira , 9 julho 2026

Corpo de policial baiano que morreu em operação na Terra Yanomami é levado para casa após dias de buscas

O corpo do policial da Força Nacional Israel Serafim Santos, de 41 anos, que morreu após desaparecer em um rio na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, será trasladado para a Bahia na madrugada desta terça-feira (24).

O transporte será feito por avião, com saída prevista de Boa Vista às 2h35. O corpo seguirá para Salvador e, posteriormente, para Morro do Chapéu, cidade natal do policial, localizada na Chapada Diamantina.

Israel Serafim integrava a Polícia Militar da Bahia desde 2011 e atuava na Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe), unidade voltada para patrulhamento rural e operações de alto risco. Atualmente, estava em missão pela Força Nacional, atuando no combate ao garimpo ilegal em território indígena.

O policial desapareceu na quinta-feira (19), no rio Uraricaá, após participar de uma operação que resultou na destruição de um acampamento de garimpo ilegal na região da Estação Ecológica de Maracacá.

O corpo foi encontrado no sábado (21), cerca de 300 metros abaixo do local onde ele foi visto pela última vez, em uma área de corredeira. O militar ainda estava com todo o equipamento, incluindo armamento e farda.

Conhecido como soldado Serafim, ele deixa dois filhos e uma namorada.

De acordo com informações do boletim de ocorrência, a equipe precisou atravessar o rio a nado para acessar o local da operação, devido à falta de ponto de pouso para a aeronave. No retorno, durante a travessia, o policial teria se afogado e desaparecido na água antes que pudesse ser socorrido.

As buscas mobilizaram mais de 20 agentes, incluindo equipes da Força Nacional, Corpo de Bombeiros, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e do Comando Conjunto Operacional Catrimani II, com uso de embarcações, aeronaves e veículos terrestres.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou nota de pesar, manifestando solidariedade à família e reforçando o compromisso de apoio neste momento.

A Polícia Militar da Bahia também lamentou a morte e destacou a trajetória do policial, marcada por dedicação, lealdade e atuação em missões relevantes em diferentes regiões do país.

Durante a carreira, Serafim participou de operações em áreas indígenas no Pará e Mato Grosso do Sul, além de atuar no combate ao tráfico de drogas na região amazônica.

O caso comoveu colegas de farda e reforça os riscos enfrentados por agentes que atuam em operações de segurança em áreas remotas do país.

Redação: Oeste em Alerta

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