A mulher investigada por envolvimento no sequestro ocorrido no estacionamento do Salvador Shopping, em Salvador, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva nesta quarta-feira (18).
O crime aconteceu na tarde do último domingo (15) e teve como vítimas uma idosa de 77 anos e suas duas filhas, que ficaram em cárcere privado por cerca de 12 horas. A suspeita foi presa no momento da liberação das vítimas, na segunda-feira (16).
Identificada como Emile Quessia Oliveira, ela é esposa de Pedro Vitor Lima Sena Júnior, apontado como mandante do crime. Em audiência de custódia, realizada nesta quarta-feira, a Justiça negou o pedido de prisão domiciliar.
De acordo com as investigações, Emile se apresenta nas redes sociais como cristã, “mãe de pet” e empreendedora. No entanto, apurações indicam que ela já responde a um processo desde 2025 na Justiça da Bahia por crimes como organização criminosa, tráfico de drogas e homicídio.
A suspeita é apontada como integrante do núcleo financeiro de uma organização criminosa da qual o marido também faz parte. Pedro Vitor está preso na Penitenciária Lemos de Brito, em Salvador, e responde por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, roubo e homicídio.
Durante o sequestro, as vítimas foram ameaçadas com armas de fogo e obrigadas a realizar diversas transferências bancárias. Uma dessas transações teria sido destinada à conta de Emile. Além disso, familiares das vítimas conseguiram contato com a Caixa Econômica Federal e foram informados de que uma das mulheres sequestradas tentou transferir via PIX cerca de R$ 50 mil para a investigada.
Diante dessas informações, a Polícia Civil foi até o endereço de Emile, que inicialmente tentou se desfazer do celular e negou participação no crime. Posteriormente, acabou admitindo à polícia que o marido poderia estar envolvido no sequestro.
A pedido dos investigadores, Emile realizou uma chamada de vídeo com o companheiro, que atendeu diretamente de dentro da cela onde está custodiado. Após ser informado da prisão da esposa, Pedro Vitor passou a negociar a liberação das vítimas e indicou o local onde elas estavam sendo mantidas em cativeiro.
Segundo a Polícia Civil, o mesmo aparelho utilizado na chamada de vídeo era empregado pelo suspeito para se comunicar com outros integrantes da organização criminosa e coordenar ações.
Relatos das vítimas apontam que seis homens participaram do sequestro. Durante o período de cárcere, os criminosos teriam realizado chamadas de vídeo com duas pessoas: uma mulher de cabelos longos e escuros e um homem. As vítimas confirmaram que a mulher vista na ligação era Emile Quessia, que, segundo elas, chegou a dar ordens diretas aos sequestradores e determinou a realização imediata de transferências, incluindo um PIX de R$ 10 mil para sua conta. O homem, por sua vez, permaneceu em silêncio durante a chamada.
O caso segue sob investigação e, até o momento, nenhum dos outros envolvidos foi preso, conforme informou a Polícia Civil ao Oeste em Alerta.
Redação: Oeste em Alerta
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